quinta-feira, 16 de maio de 2013

Tipos de Tumores parte II

Falemos agora sobre o Estadiamento, uma vez que é considerado muito importante para:
  • Estabelecer estratégias terapêuticas;
  • Determinar o prognóstico da doença;
  • Objetivo do tratamento.
O Estadiamento é feito com base nos resultados dos vários exames complementares de diagnóstico. A classificação dos tumores, por sua vez é feita de acordo com vários sistemas. Como o sistema TNM, classicação por estádios.
A classificação TMN é defendida por servir determinados objetivos:
  • Ajudar o clínico a planear o tratamento;
  • Dar alguma indicação do prognóstico;
  • Ajudar na avaliação dos resultados do tratamento;
  • Contibuir na investigação do cancro.

Classificação TNM
Esta classificação descreve a extensão anatómica da doença e baseia-se nas 3 componentes TNM:

T = Extensão do tumor primitivo;
N = Ausência ou presença e extensão de metástases nos gãnglios linfáticos regionais;
M = Ausência ou presença de metástases à distância.


Dentro de cada componente ainda se destacam outras classificações:

T = Tumor Primitivo

TX - o tumor não pode ser avaliado;
T0 - sem evidência de tumor;
Tis - Carcinoma in situ;
T1, T2, T3, T4 - aumento progressivo no tamanho ou extensão local do tumor.


N = Gânglios Linfáticos Regionais

NX - os gânglios linfáticos regionais não podem ser avaliados;
N0 - ausência de metástases nos gânglios linfáticos regionais;
N1, N2, N3 - aumento progressivo do envolvimento dos gânglios linfáticos regionais.


M = Metástases à Distância

MX - presença de metástases à distância não podem ser avaliadas;
M0 - ausência de metástases à distância;
M1 - presença de metástases à distância.


Classificação por Estádios
A classificação por estádios engloba 5 fases:
  • Estádio 0 = Cacinoma in situ;
  • Estádio I = Tumor limitado ao tecido de origem, desenvolvimento localizado do tumor;
  • Estádio II = Disseminação local limitada;
  • Estádio III = Disseminação local e regional extensa;
  • Estádio IV = Metástase
Ainda poderia referir mais uns conceitos como: Classificação Patológica (PTNM); Graduação Histopatológica e Classificação do Tumor Residual.
Mas penso que para já não é pertinente e até poderia tornar-se um pouco confuso.

Espero ter ajudado a clarificar o tema!!

:)

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tipos de Tumores

Então, conforme combinado anteriormente, vou falar um pouco acerca de um tema bastante atual, ou seja a doença do século "Cancro".
Este tipo de doença não escolhe ninguém por: idades, género, condições sociais, etc...podendo por vezes desenvolver-se em pesosas que correm determinados riscos, ao agredirem constantemente a sua saúde com maus hábitos de vida, maus comportamentos, etc... Mas também poderá aparecer em pessoas com bons comportamentos de saúde e vida.
Por isso sabemos que qualquer pessoa poderá desenvolver este tipo de doença, e que infelizmente a quem é diagnosticado, poderá resultar em sofrimento, dor e morte.

Vou tentar usar uma linguagem acessivel a todos e especificar brevemente os tipos de tumores, ou seja, os benignos e os malignos, bem como a sua designação.

Tipos de tumores

Tumores Benignos
  • São formados por células já adultas que vão crescendo lentamente e ordenadamente;
  • Não invadem outros tecidos do organismo (adjacentes), ou seja, não metastizam;
  • Podem sim, provocar lesões por compressão de estruturas vitais (com o aumento de uma determinada zona pode comprimir outra e provocar lesão, imobilidade, etc.);
  • Após a sua ressção completa, não recidivam, (após cirurgia de remoção do tumor, o problema por norma fica resolvido e não volta a acontecer).

Tumores Malignos
  • As células malignas, ao contrário das benignas, apresentam uma estrutura e atividade perturbada, deixando de crescer ordenadamente, devido a uma alteração nas funções reguladoras do DNA (parte muito importante das células, ou seja a sua identidade);
  • Qualquer pequena alteração do DNA provoca uma distorção das funções biológicas, levando a um crescimento desordenado das células, ( comopor exemplo: quando perdemos o nosso cartão de identidade,  podemos ser qualquer outra pessoa/ o mesmo acontece com essas células, perdem a sua identidade podendo desenvolverem-se com qualquer outra carateristica e função);
  • As células malignas perdem a função das células normais, podendo adquirir novas caracteristicas ou funções;
  • Estas por sua vez diferem das benignas, uma vez que invadem os tecidos adjacentes, incluindo os vasos linfátiocs e sanguineos, e através destes conseguem chegar a qualquer outra parte do nosso organismo (metastização);
  • ao contrário das benignas estas tendem a recidir após o tratamento, ou seja aparecer novamente mais tarde e noutro local.
Designação dos Tumores

Os tumores benignos normalmente terminam com o sufixo "oma", como por exemplo: papiloma, cistoma, cistoadenoma.

Os tumores malignos normalmente têm o sufixo "sarcoma" ou "carcinoma".
  • sarcoma: tumores com origem normalmente nos ossos, cartilagens, musculos, tecido fibroso. (tecido conjuntivo);
  • carcinoma: tumores com origem no epitélio (tipo de tecido);
  • blastoma: tumores com origem em tecidos semelhantes ao embrionário ex: neuroblastoma;
  • teratoma: tumores com origem nos três tecidos embrionários (endoderme, mesoderme, ectoderme);
  • tumores com o nome do prórpio investigador, ex: Hodgkin, Wilms, Burkitt, Ewing;
  • tumores com o nome do orgão, ex: hepatoma, timona. (o hepatoma tem origem nas células hepáticas/ figado); ( o timona tem origem no timo, glândula localizada no mediastino, região do toráx que fica entre os pulmões);
  • leucemia com origem linfóide usa-se o prefixo "linfo";
  • leucemia com origem mielóide usa-se o prefixo "mielo";
  • tumores em células imaturas (que ainda não são adultas) usa-se o prefixo "blástico".
continua......:)



terça-feira, 14 de maio de 2013

Direitos e Deveres dos Utentes do SNS

Direitos
·        Tem o direito de escolher o serviço e os profissionais de saúde, na medida dos recursos existentes e de acordo com as regras de organização;
·        Tem o direito de decidir receber ou recusar a prestação de cuidados que lhe é proposta, salvo disposição especial da lei;
·        Tem o direito de ser tratado pelos meios adequados, humanamente com prontidão, correção técnica, privacidade e respeito;
·        Tem o direito de ser rigorosamente respeitada a confidencialidade dos dados pessoais;
·        Tem o direito de ser informado sobre a sua situação, as alternativas possíveis de tratamento e a evolução provável do seu Estado;
·        Tem o direito de receber assistência religiosa;
·        Tem o direito de reclamar e fazer queixa sobre a forma com são tratados e, se for caso disso, receber indeminização por prejuízos sofridos;
·        Tem o direito de constituir entidades que os representem e defendam os interesses;
·        Tem o direito de constituir entidades que colaborem com o sistema de saúde, nomeadamente sob a forma de associações para a promoção e defesa da saúde ou de grupos de amigos de estabelecimentos de saúde.

Deveres
·        Tem o dever de respeitar os direitos dos outros utentes;
·        Tem o dever de observar as regras de organização e funcionamento dos serviços;
·        Tem o dever de colaborar com os profissionais de saúde em relação à sua própria situação;
·        Tem o dever de pagar os encargos que derivem da prestação dos cuidados de saúde, quando for caso disso.

Devemos saber os nossos direitos e deveres!!
:))

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O bom Uso dos Medicamentos!!



O bom uso dos medicamentos abarca todos os medicamentos, os prescritos pelo médico e os não prescritos.
O bom uso do medicamento decorre dos esclarecimentos que são prestados quer pelo médico, quer pelo farmacêutico, quer pelo enfermeiro. Todos devem estar sensibilizados para dar a conhecer à pessoas o melhor possível o que está a tomar através da leitura atenta do folheto informativo. Devendo seguir rigorosamente o tratamento recomendado, dando especial atenção às doses, horários, duração e às precauções especificas inerentes à toma do medicamento.

Conselhos para uma automedicação responsável:
·        A automedicação está exclusivamente indicada para medicamentos que não necessitam de prescrição médica;
·        So serve para prevenir e tratar sintomas de doenças ligeiras que não necessitam de consulta médica;
·        A duração da toma não deve ultrapassar 3 a 7 dias;
·        Não está indicada se os sintomas persistirem; no agravamento do estado de saúde; nas dores intensas ou agudas; na ocorrência de reações adversas;


Sistema digestivo:
·        Diarreia; enfartamento; prisão de ventre (obstipação); higiene oral; estomatites.
Sistema respiratório:
·        Gripes e constipações; tosse e rouquidão. 
Sistema cutâneo:
·         Algumas queimaduras; verrugas; herpes labial; calos e calosidades.
Sistema muscular / ósseo:
·        Dores musculares ligeiras a moderadas e contusões; estados febris de curta duração; estados de astenia de causa conhecida (falta de vitalidade / cansaço); irritação ocular de duração inferior a 3 dias.
 

Situações em que a automedicação está desaconselhada:
·        Grávidas; mães que amamentam; bebes; idosos vulneráveis.
 Relativamente aos idosos vulneráveis, referimos os que tomam mais que três medicamentos sujeitos a prescrição médica, é evidente que possam ocorrer interações entre os medicamentos.


 
 Por exemplo:
·        Os antiácidos com os antibióticos – os antiácidos vão interferir na absorção de alguns antibióticos, podendo diminuir a eficácia do antibiótico e por sua vez a diminuição do seu efeito terapêutico;
·        Alguns anti-histamínicos (alergias) tomados conjuntamente com os calmantes podem potenciar o efeito sedativo do calmante;
·        Doses elevadas de vitamina C interferem com os testesd de determinação da glucose na urina podendo induzir em erro os resultados.

Uma vez que todos os medicamentos têm efeitos secundários e interações, é completamente desaconselhado a sua banalização.

Por essa razão deve sempre pedir aconselhamento ao seu farmacêutico mesmo nos medicamentos que não necessitam de receita médica. Este profissional de saúde avalia toda a medicação que está a fazer podendo alertar para eventuais interações e medidas que devera tomar para a pessoa não ficar possivelmente mais doente.

Todas as pessoas que tomam medicação diária para tratamento permanente de doenças cronicas ao fazerem automedicação sem consultar nenhum profissional de saúde, correm riscos desnecessários.
Exemplos: Diabetes; Epilepsia; Hipertrofia da próstata; Parkinson; Insuficiência cardíaca; Glaucoma; Asma; entre outros. Devem-se aconselhar sempre que pensem em tomar alguma medicação que não esteja indicada pelo seu médico.

Cuidados a ter sempre na toma de medicamentos
Regras de ouro a seguir:
·        Validar a escolha do medicamento pelo farmacêutico;
·        Ler sempre o folheto informativo;
·        Respeitar as indicações;
·        Estar atento às contraindicações;
·        Dar atenção a determinados alimentos e bebidas que podem influenciar a atividade do medicamento;
·        Respeitar a quantidade da toma;
·        Sempre que sinta algum efeito indesejado na toma do medicamento, deve informar imediatamente o médico ou farmacêutico, (alergias; cirurgia planeada; intervenção estomatológica; etc).

Tome a sua medicação mas de forma correta!
 

 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Cuidados com fraturas!!

As fraturas nas pessoas de mais idade são, normalmente, localizadas junto a uma articulação, e não no eixo do osso. As mais frequentes e mais graves são as da anca (colo do fémur, o osso longo da coxa), exigindo por sua vez um repouso prolongado e posterior necessidade de reabilitação.
A cirurgia ortopédica com o desenvolvimento de novas técnicas e com um tratamento cirúrgico mais ativo melhorou de forma significativa a recuperação das pessoas.
A osteossíntese, ou seja, a substituição da cabeça do fémur por intervenção cirúrgica tornou-se atualmente uma pratica comum.
Ninguém se deve considerar demasiado idosos para se submeter a uma intervenção cirúrgica (operação). Este tipo de tratamento, ainda que não isento de riscos, tanto para jovens quanto para idosos, é mais seguro que o tratamento alternativo, que consiste numa longa imobilização (sem mexer a zona fraturada) na cama.
Com a imobilização, o doente fica exposto a complicações graves, como o enfraquecimento e a diminuição das massas musculares, pneumonias e ulceras de pressão (feridas provocadas pela permanecia na cama).
Então, a vantagem da intervenção cirúrgica reside no fato da pessoa, pouco tempo depois da cirurgia, poder fazer exercício de recuperação com o membro fraturado, começar a andar, regressar a casa num curto período de tempo e recuperar a sua autonomia.


Fratura do colo do fémur (anca)
O procedimento pós-operatório (após intervenção cirúrgica), varia consoante a técnica cirúrgica utilizada (substituição da cabeça do fémur por prótese ou utilização de material de osteossintese9. Mas o mais corrente é começar a andar de imediato ou após certo período de tempo.
Andar de imediato:
·        É um procedimento indicado pelo medico quando se substitui a cabeça do fémur ou se utilizam certos tipos de osteossíntese (normalmente 48h após a operação),
·        Começa-se por andar com ajuda de um andarilho, começando por se apoiar parcialmente nas pernas;
·        É fundamental a pessoa firmar-se em ambas as pernas e segurar-se com as duas mãos no andarilho;
·        Deve empurrar o andarilho uns passos e avançar primeiro a perna fraturada e só depois a perna sã;
·        Após a primeira semana, começa a andar com apoio total nas duas pernas, sem o andarilho, embora poderá ter de recorrer inicialmente ao uso de canadianas;
·        O regresso a casa poderá ser uns dias apos a operação, depois do fisioterapeuta do hospital, ter explicado como deve continuar a executar os exercícios de recuperação em casa.

Andar apos certo período de tempo:
·        Conforme recomendação médica poderá ter de ficar na cama algumas semanas;
·        Durante este período, quer no hospital, quer em casa, a pessoa terá de efetuar exercícios para evitar o enfraquecimento muscular da perna fraturada e as contraturas da anca e do joelho;
·        Deitado de costas, fazer a flexão da coxa trazendo o joelho para junto do peito (poderá ter de ser com ajuda de alguém);
·        Deitado de costas, com o auxilio de alguém, realizar a abdução e adução da anca, elevando a perna a 30 graus do chão e deslocá-la para fora, tanto quanto possível, e regressar novamente a posição inicial;
·        Deitado de costas para baixo e com duas almofadas debaixo do joelho, deve esticar o joelho, (com este movimento levanta-se a perna), realizando assim a extensão do joelho;
·        Deitado de barriga para baixo, levantar a perna com o joelho estendido (com este movimento levanta-se o pé), realizando a extensão do joelho;
Estes exercícios devem ser realizados 10 vezes, duas vezes por dia.
Também devem ser realizados três vezes por dia os seguintes exercícios:
·        Sentar-se na cama de modo a que os pés toquem no chão;
·        Pegar no andarilho e levantar-se, firmando-se na perna sã,
·        Apoiar-se no andarilho e, e dar 5 a 10 pequenos saltos sobre a perna sã e regressar a cama;

Fratura da parte média do fémur
Este tipo de fratura é menos comum. Provavelmente, será permitido voltar a andar duas ou três semanas após a operação. No entanto, devera realizar exercícios e estender o joelho.
Fratura da bacia
Neste caso não será efetuada nenhuma operação cirúrgica. Pouco depois do acidente, será recomendado que se ande com apoio parcial nas pernas (com a ajuda de um andarilho), apesar da dor que isso possa provocar. Para diminuir, serão receitados medicamentos. O levantar-se e o andar são indispensáveis, porque a permanência na cama e a inatividade prolongada são prejudiciais.

Outros conselhos
·        Para a recuperação ser eficaz, e a pessoa ter capacidade para andar após uma fratura, os braços deverão ter um funcionamento normal ou quase normal, só assim será possível apoiar-se no andarilho. A perna sã também deverá estar em condições para sustentar o peso do tronco e apoiar a perna fraturada. Caso algum destes se encontre com problemas, deverão ser realizados exercícios para corrigir e melhorar, com a ajuda de um fisioterapeuta;
·        A seguir a uma fratura dos membros inferiores, voltar a andar requer um esforço físico e uma concentração consideráveis. Portanto será necessária ajuda que tanto pode ser dada por um fisioterapeuta ou por um familiar;
·        Em casa deverá proceder a algumas mudanças: deve reduzir a quantidade de mobília, sempre que esta possa prejudicar a pessoa a realizar os exercícios com o andarilho; deve reduzir os tapetes pequenos e outros obstáculos; deve instalar corrimãos e apoios nos locais que seja necessário a pessoa levantar-se;
·        Por vezes poderá verificar-se um encurtamento da perna fraturada, podendo corrigir com um aumento da sola do sapato.

Estas dicas são só um complemento dos ensinos realizados em ambiente hospitalar!
:)
 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Prevenção de Acidentes!!

Cerca de 75% dos acidentes com idosos acontecem nas suas próprias casas, incluindo os alojamentos coletivos (Casas de repouso, lares), no ambiente circundante (escadas, jardins ou pátios). Cerca de 10% das quedas provocam lesões (contusões e feridas) nos tecidos moles. Cerca de 6% causam fraturas, sendo mais frequentes as do colo do fémur (anca), pulso (punho), úmero (braço), e da bacia.
Uma vez que as causas das quedas são conhecidas, elas podem ser reduzidas e, como tal, muito se pode fazer para as evitar. Assim, as recomendações seguintes destinam-se a fornecer às pessoas informações básicas sobre as quedas.

Causas mais frequentes:
·        Pôr-se de pé em cima de um banco, escadote ou cadeira;
·        Andar sobre pavimentos molhados, húmidos ou encerados;
·        Pequenos tapetes, ou tapetes sem forro antiderrapante;
·        Andar só com meias calçadas ou usar chinelos ou sapatos mal ajustados;
·        Mobiliário instável, gavetas abertas, peças de mobília, ou outros obstáculos deixados no seu caminho;
·        Má iluminação;
·        Escadas com degraus de tamanhos diferentes;
·        Fios elétricos ou de telefone, deixados no chão;
·        Banheira ou chuveiro, sem barras de apoio ou tapete antiderrapante.
·        As doenças das articulações podem provocar diminuição da capacidade óssea e muscular;
·        Alguns medicamentos podem aumentar o risco de queda, especialmente aqueles que reduzem a vigilância como, por exemplo, os tranquilizantes, os antidepressivos, os indutores do sono, anti hipertensores (baixar a tensão arterial);

Alguns conselhos para prevenir os acidentes:

·        Evite tapetes escorregadios (coloque adesivos antiderrapantes nas passadeiras e tapetes;
·        Evite escadas sem corrimão, objetos espalhados pelo chão, móveis que possam causar obstáculos, compartimentos mal iluminados;
·        Os sapatos devem ter saltos largos, calcanhares reforçados e presilhas ou atacadores, de modo a evitar que os pés se movimentem dentro dos sapatos;
·        Evite usar chinelos;
·        Não use camisas de noite ou robes compridos;
·        Ilumine convenientemente toda a casa: quarto, corredor, sala, cozinha e casa de banho;
·        Não ande sobre pavimentos escorregadios (molhados ou encerados);
·        Limpe o chão de migalhas, cascas de fruta, bagos de arroz ou ouras substância;
·        Coloque barras de apoio na banheira, chuveiro e ao lado da sanita;
·        Utilize tapetes antiderrapantes no chuveiro e na banheira;
·        Disponha de maneira sensata os móveis em sua casa, deixando espaço para poder andar de um lado para o outro sem encontrar obstáculos;
·        Não coloque no chão pequenos tapetes, nem deixe gavetas abertas;
·        Não deixe fios elétricos ou de telefone pelo chao, devendo ficar fixados nas paredes,
·        Use uma bengala, canadianas ou andarilho, se o seu médico concordar;
·        Não tenha vergonha de pedir para ajudarem a atravessar a rua;
·        Mantenha o jardim ou pátio sem buracos ou outras irregularidades que o possam fazer tropeçar;
·        Seja cuidadoso com a sua medicação de modo a não cometer erros de sobredosagem;
·        Preocupe-se em recuperar o equilíbrio quando se muda de uma posição para outra; ao levantar-se da cama, sente-se primeiro alguns segundos, antes de se por de pé;
·        Aprenda a dobrar-se e a alcançar o que pretende sem perder o equilíbrio;

As pessoas ficarão mais confiantes se souberem como devem proceder quando dão uma queda. Então ficam aqui alguns conselhos, de como proceder após uma queda:

·        Se cair, procure levantar-se de forma correta:dobre-se sobre o estômago, ponha-se de gatas e gatinhe até à peça de mbilia que se encontra mais próximo de si, coloque as mãos sobre ela e pon há um dos pés à frente, bem assente no chão;
·        Se, pelo facto de doerem os joelhos, não puder gatinhar, deve-se arrastar sentado até uma peça de mobília e proceder da mesma forma que foi indicado anteriormente;

Se suspeitar de uma fratura (dor muito intensa e localizada), não deve tentar levantar-se. Nesta situação deve:

·        Pedir ajuda: a colocação de uma campainha no chão do quarto (debaixo de uma cadeira), um telefone (juntamente com os números de emergência) num banco baixo ou um telemóvel;
·        Manter-se quente: até chegar alguém para ajudar. Se possível, usar para se tapar (por cima e por baixo do corpo), o que estiver mais a mão: tapetes, casacos, lençóis.

Mais uma ajudinha!
:)

Cuidados a ter com pessoa algaliada!

A algaliação consiste na introdução de um cateter (tubo) na bexiga através da uretra, de modo a exteriorizar a urina.
A utilização da algaliação deve ser limitada a necessidades clínicas que não podem ser resolvidas de outro modo. As algálias só devem permanecer o tempo estritamente necessário.
A algália é um tubo de borracha flexível com duas pontas, uma é introduzida na bexiga e a outra fica com um saco colector, no qual se vai depositar a urina e que está marcado com uma escala que ajuda a medir a diureses (quantidade de urina diária produzida pelo rim e eliminada pela bexiga).
Se o seu familiar foi para o domicílio com uma algália foi informada pela enfermeira sobre o procedimento e certamente teve a oportunidade de praticar ainda em ambiente hospitalar.

Então, aqui serão abordados só os aspectos mais importantes:

·        Colocar sempre o saco colector abaixo do nível da bexiga, e fixa-lo de modo a não repuxar a algália evitando traumatismo na pessoa;
·        Vigiar a cor da urina, sempre que se encontre concentrada (mais escura), deve dar mais líquidos;
·        A higiene dos órgãos genitais deve ser feita diariamente, acompanhada da sua desinfecção com produtos próprios;
·        Despejar o saco colector regularmente anotando o valor da urina eliminada, sempre que exista indicação médica para tal;
·        Mudar o saco colector sempre que necessário, ou seja, sempre que estiver visivelmente sujo, como por exemplo vestígios de sedimento (pequenas partículas) na tubuladura ou no saco;
·        Não esquecer de lavar sempre as mãos antese após o manuseamento, e nunca tocar na extremidade não protegida do tubo do saco colector que vai ligar a algália, prevenindo assim possíveis infecções no tracto urinário;
·        Sempre que desconfie que a algália não se encontra funcionante, quer por uma diminuição da urina ou desconforto abdominal da pessoa algaliada, deverá e poderá confirmar com a existência de globo vesical (palpação na zona abaixo do umbigo), se esta se encontrar rija, deverá contactar a enfermeira do seu centro de saúde;
·        Sempre que considere a urina com cheiro fétido (mau cheiro), hematúria (vestígios de sangue na urina),existência de corrimento vaginal ou uretral, assim como queixas de ardor ou comichão, deverá contactar a enfermeira do seu centro de saúde;
·        Contactar a enfermeira do seu centro de saúde para mudar de algália na data prevista;

:)